5 de setembro de 2009

. meia colorida - Amanda Machado
Bem, parece que hoje não estou com muita vontade de expressar o que estou sentindo com palavras... Sei que estou devendo o quarto capítulo de uma história que comecei, e podem acreditar, ainda não tem final!
O que estou sentindo hoje tem nome de prazer. O prazer naquelas pequenas coisas, sabe? A diversão, as bobeiras que cada um fala e que gera 1001 piadinhas, aquela coisa que a gente só vive ao lado de quem a gente gosta e de quem gosta muito da gente.
Meus amigos, podem ficar sabendo: Eu adoro a companhia de vocês!
P.S.: Natalia Colonese e Renata Lo Ré, eu gosto muito das duas, e que Deus permita que o trio não se desfaça! (A Uruguaiana ainda vai gerar muitas histórias entre a gente.)
10 de agosto de 2009

LUTO!


. meia colorida - Amanda Machado


Bem, hoje estou totalmente deprimida, meu coração está apertado e por mais que eu tente, não consigo me distrair. Parece que tomaram algo de mim, que retiraram uma parte do meu corpo, talvez de minha alma, fazendo com que eu chorasse a todo momento.
Talvez não esteja dando para entender o motivo... é que meu amigo, e um antigo colega de escola, faleceram ontem à noite, em um acidente de moto, depois de um dia que eu julgo, feliz. Abaixo seguem linhas sobre o AMIGO.
Há tempos eu não falava com ele como antes, afinal, todos seguimos caminhos diferentes, mas o brilho de 2007 ficou na memória. Mas apesar de quase não nos vermos, eu sabia que podia contar com ele, que ele ia estar ao meu lado se eu precisasse, com aquele jeito que só ele tem de alegrar, dançar, ele era a simpatia e gentileza em pessoa. E por mais que estivesse perto porém longe, ele sabia que era um grande AMIGO, e que nada no mundo faria isso mudar, ele sabe!

(nesse momento paro para derrubar lágrimas.)

Bem, parece que não vou conseguir dizer tudo que quero, minhas palavras são tomadas pelo sentimento de injustiça que já está enroscado em todo meu corpo, pois para quê Deus leva uma pessoa tão jovem, com tantas coisas para viver, tantas experiências, tanto! E deixa aqui, em nosso convívio pessoas que só querem o mal, só desejam o mal, e fazem o mal, para quê tinha que ser logo meu amigo?

(nesse momento as lágrimas tomam meu rosto, e não consigo parar.)

Muitos vão dizer, ele procurou. Não! Ninguém procura a morte, nem mesmo os terroristas que planejam a sua morte em um atentado por um "bem" maior, procuram, eles sempre são submetidos a tal situação, e esperam sair ilesos. E eu sei, bem no fundo do meu coração, que ele não procurou nada, estava vivendo, experimentando, todos não dizem que essa é a idade de experimentar? Talvez foi um passo falso, talvez uma irresponsabilidade, mas aconteceu e não dá para mudar.
O caso, é que todos temos uma missão, alguns só conseguem a cumprir com 72 anos, outros, conseguem com apenas 1 dia de vida, alguns outros, ficam por mais tempo, e morrem na juventude, deixando para trás enorme dor, e esse sentimento de injustiça que escorre dos meus olhos, e que é baseado em todo amor que eu conheço.
Procuro forças nesse momento que eu desconheço bater no meu peito, procuro deixar quem me cerca tranquilo, afinal, também estão sentindo dor, uma dor dupla, infinita, sem nenhum tipo de amargura, pura, quase tortura. E sei, que aqueles que eram os grandes irmãos dele, estão sentindo uma dor muito maior que a minha, que eu entendo, mas sei que não posso entender.
Foi, com certeza a pior notícia que recebi nos últimos tempos, para ser mais exata, não sei como venho conseguindo ter tanta força para os problemas, minhas férias foram tomadas por mortes de jovens rapazes, e um medo terrível em relação ao amor incondicional que descobri existir pela minha mãe. De princípio, nada estava certificado, então eu não acreditava, eu tinha certeza que era mentira, e que eu ia encontrá-los logo, logo. Mas depois de verificado, parecia que o remorso havia me tomado, e o arrependimento batia a porta.
Eu me perguntava porque eu não havia ouvido meu coração, talvez, quem sabe, as coisas não tivessem ocorrido dessa maneira. Naquela tarde, no domingo, 9 de agosto de 2009, aproximadamente 17:45, eu vi o Wallace, ele estava na moto, sorriu, eu sorri, mas senti um enorme desejo de falar com ele, que foi logo controlado e segui meu caminho, minutos depois me senti mal, vi que devia ter falado, não ia me atrasar, estava com tempo, me arrependi, mas eu tinha certeza que ia vê-lo de novo, então não havia medo. Mas quando recebi a notícia, eu soube que havia acabado, aquele sorriso não seria mais visto por mim, apenas nas fotos, mas nada compensa. Eu quero aquele jeito brincalhão, aquela alegria, o jeito dele de falar, de dançar... Eu sinto que perdi algo que não dá mais para ter, eu sei que perdi algo, mas sei também que ele sempre estará comigo, em tudo que eu fizer, em cada atitude, ele estará. Pois, sem dúvida nenhuma, se sou, o que sou, foi porque o conheci, e agora sei que ele vai cuidar de mim, como um anjo da guarda, e vai continuar a missão que foi dada a ele, e que ele conseguiu cumprir, de uma maneira espetacular, levando a todos que o conheciam, a felicidade.
Sei, que parece que não estou abalada pelo meu antigo colega de escola, mas não éramos muito próximos, na verdade, não nos dávamos muito bem, vivíamos brigando, e implicando um com o outro, mas com certeza, sinto muito pela morte dele, e desejo a família dele muita força!
Que as pessoas que os amavam, tenham força, e que inclusive eu, possa lembrar deles, pelas coisas boas que aconteceram, e que passaram.
Deus, cuide das almas destes pequenos anjos.
Sentirei muita falta, e cada lágrima derramada durante a formação do texto, é verdadeira.


LUTO! - Wallace e Jocimar(Markin).
28 de junho de 2009

Perdidos...


. meia colorida - Amanda Machado

Essa semana segurei os pontos para não me desesperar. De repente parecia que coisas que realmente importam, estava indo, para onde, eu não sei.
Desde sempre sou muito ruim em me acostumar com perdas, e isso se torna maior quando é alguém que é "perdido". Não consigo me acostumar com substituições, e muito menos com perdas repentinas. E como se já não fosse ruim, piora, quando perco algo que amo muito, ou que tem muito valor para mim.
Enfim, porque estou escrevendo isso? Porque essa semana o professor de física largou a turma, para dar aula a outra turma. Ele não vai sair do colégio, e vou continuar podendo vê-lo, porém no momento da notícia, algo aconteceu, e deixei o choro preso cair, e chorei, chorei. Talvez possa parecer cena, mas não foi isso. É que eu tinha me identificado com a aula dele, com o jeito dele, eu gostava realmente da aula (a única aula que eu gostava), e ai, ele vai embora, "me abandona", sei que não é tão ruim assim, vou ter outro professor, e caso eu tenha dúvidas, já sei que posso encontrá-lo sempre, mas porque eu sempre perco os professores que eu gosto?
Como se não fosse pouco, essa semana, quinta-feira, morre o REI DO POP, Michael Jackson, que fique claro aqui, que o considero uma figura importante para o cenário artístico. Apesar de não ter nenhum vínculo com ele, e não gostar tanto assim das músicas conhecia, mas não amava, uma sensação de injustiça se impôs sobre minha razão, e me descontrolei, chorei, permiti que algumas lágrimas rolassem, mas aquela notícia, tão repentina, tão assustadora, não me deixava respirar.
Fui me acalmando, é claro, mas o que fica no meu pensamento, e está descrito nos meus olhos, é que não vou compreender. Porque gênios como ele, vão. Sem deixar explicações, e deixando para trás milhões de dúvidas. Não me importo com as milhões de acusações, se ele era pedófilo ou não, eu não sei, mas que ele foi vítima durante toda a vida da crueldade dos outros, isso eu tenho certeza!
E deixando de lado as pequenas coisas, e generalizando, porque 'coisas' que nos marcam, e que se tornam muito importante para alguém, para um grupo, ou para todo o mundo, se perdem... Deixando-nos com um aperto no coração indescritível, uma vontade de entender, e ao mesmo tempo não compreender, é impossível aceitar que sem motivos, sem alguma razão, o universo afaste o que é bom para alguém, desse alguém. Todos tentam me fazer entender, e aceitar que as pessoas vão, e nos deixam para trás. Mas de verdade, todas as pessoas que eu conheci, e que foram importantes, mas importantes de verdade, e que morreram ou me deixaram para trás, não vão ser esquecidas, e não vou entender assim, tão facilmente, até porque elas deixaram marcas profundas no meu viver, no meu sorriso e no meu pensamento. Sei que perdas nos fortalecem, mostram o quanto podemos suportar de dor, mas eu preferia ser considerada para sempre fraca, mas não perder nada de importante, nada mesmo.
Deixo aqui, como testemunho, que não vou COMPREENDER, e que não quero compreender. E mais, que não quero "deixar" ninguém, não quero fazer com que alguém sinta a dor que tanto me atormenta.
P.S Sei que um dia meus pais vão me deixar, mas espero que até lá, eu já seja alguém mais forte, isso não significa que eu vá compreender, isso eu não vou, mas que eu consiga continuar minha vida, com eles em cada sorriso, em cada lágrima. E as "coisas" que se foram, estão marcadas em minha vida, e ninguém pode tirar isso.


"E mesmo quando a visão se turva, e o coração só chora..."
10 de junho de 2009

Louca


. meia colorida - Amanda Machado

Se me perguntar se sou louca, direi: Mais louco que eu, é quem conhece a vida e não canta com ela!
Derrame-se em lágrimas apenas com o sussurrar do cântico, que é infinito racional de ser, ver e ouvir.

(28/05/2009)

Não posto há dias, mas não há um dia em que eu não escreva!
6 de junho de 2009

Vôo Livre


. meia colorida - Amanda Machado

Adoro borboletas, adoro mesmo, as acho tão maravilhosas, tão encantadoras, enfim, belas.
Adoro borboletas, pois elas vivem pouco tempo, porém passam a vida toda tentando ser melhor, se transformando, evoluindo constantemente.
Adoro borboletas, são tão gentis, porém tão tímidas, adoram se mostrar, porém não conseguem se comunicar com seus admiradores, vivendo de canto em canto, encanto, de casa em casa, causando.
Adoro borboletas, vivem um dia por dia, levam a sério o famoso carpe diem, e passam a vida tentando dizer o que querem, sem perder um único momento desistindo.
Adoro borboletas, me sinto transformada ao olhá-las e admirá-las, me sinto olhando em um espelho d'água, que se desfaz ao meu olhar, pois me dedico, dedico meu viver, a ser como elas, se transformando e evoluindo, vivendo uma eterna metamorfose, e distribuindo a todos, a coragem de mudar e mudar. Quero tanto ser como elas, que luto e vou continuar lutando, para viver e reviver, e nunca ser como era antes, nunca repetir uma mesma atuação, sendo protagonista da minha própria vida, mas todo dia com uma caracterização nova e um figurino mais bonito, brilhante e encantador.
Adoro borboletas, adoro mesmo, as olho tão maravilhosas, tão encantadoras, voando para onde querem, tão libertas, que sonho em estar com elas!

Texto escrito no dia: 04/06/2009

PS: Ontem, vivi um momento muito especial, formulei uma nova tese, e descobri o quanto fui estúpida por muito tempo, mas o quanto adorei minha estupidez!