9 de junho de 2012

Vocês mais eu

. meia colorida - Amanda Machado


Sabe quando eu morro de saudade de vocês? Então, é quando eu ouço a nossa música¹, é quando vejo algo que se refere à Natal ou Ano Novo, é quando eu penso em ser "novinha de 14", beijar doze pessoas por ano e rir no meio da rua às duas da manhã, ou, não rir, chorar.
Eu lembro de vocês quando eu me sinto triste e ainda mais quando eu me sinto bem, porque queria vocês pertinho de mim. Eu lembro de vocês todos os dias, e ainda mais agora que vocês estão tão aqui. Lembro, porque vocês são "eu", e vocês sabem disso. Nós não somos somente amigas, nós somos umas as outras, e, talvez seja por isso que fiquemos tão mal quando descobrimos que não sabemos algo novo sobre a outra - ou velho -, mesmo que não tenha importância nenhuma.
Eu sinto vocês aqui dentro e vocês me sentem aí, "depois não querem que eu fale"², risos mais. Meninas, vocês são a minha parte velha que sempre será nova, e nós seremos velhas encalhadas, gordas - eu não -, e vamos continuar juntas como sempre.
Torço para que consigamos continuar sendo o que somos agora e o que fomos há anos atrás. Cinco anos se passaram, éramos apenas crianças, e agora nós rimos, vivemos e escolhemos como se fossemos adultas - que é o que nós somos -, nós crescemos juntas e com o apoio de cada uma de vocês, eu cresci, e como diria a Bianca, eu sinto muito orgulho de vocês duas, por vocês terem se tornado o que são, por serem pessoas boas, por trilharem seus próprios caminhos, por serem o que são. Eu sinto que as coisas não mudaram e não irão mudar.
Não irão mudar!

¹ Dezembro do cantor Línox.
² Bordão criado pela Bianca Villela
24 de março de 2012

Porta memória

. meia colorida - Amanda Machado

  Eu tenho muito medo de muitas coisas, mas quem me conhece bem sabe que eu tenho muito medo de perder as minhas lembranças, de esquecer. Eu tenho medo, pois sou o tipo de pessoa que dá o merecido valor às lembranças - há quem diga que supervalorizo -, às que eu vivi e às que eu ainda vou viver. Eu sei que nossas lembranças são super frágeis, principalmente as que estão no nosso cérebro, mas hoje eu vi que as lembranças que não estão guardadas no cérebro, mas sim, nas ruas, em monumentos, em imagens, ou em pessoas, elas sim são muito frágeis. Frágeis porque não dependem de você, dependem da vontade de um outro, seja o outro a prefeitura ou um amigo antigo, dependendo do que te faz lembrar.
  Resumindo: Cortaram três árvores da rua de baixo. As árvores não eram minhas amigas, eu nunca tive algum momento marcante naquele local, por exemplo, um beijo de cinema, nada considerado de grande importância, mas eu vivi ali, e viver já é tão importante.
  Desde quando eu cheguei ao local onde moro hoje, eu passei por aquelas árvores inúmeras vezes. Eu sentei ali quando o sol castigava, e vi minha irmã com três anos pedir para descansar ali ao lado, eu vi grupos de crianças crescerem ali, elas foram moldura de grandes fotos, e agora, elas morreram. A morte dói, afinal elas foram cortadas sem dó e elas ainda podiam viver durante muitos anos.
  Talvez eu esteja exagerando e talvez muitas árvores ainda passem pelo meu caminho, ou eu pelo delas, mas eu sempre vou lembrar-me do carinho que uma das árvores me fazia quando eu passava por baixo dela e um de seus galhos me tocava a cabeça.

P.S.: Eu amo lembrar! E... É por esse tipo de coisa que eu guardo tudo que me faz lembrar algo importante, até mesmo quando o tudo ainda não é algo importante, mas poderá ser, não é?
27 de fevereiro de 2012

Saldo zero

. meia colorida - Amanda Machado

  E o saldo desse carnaval é... Zero! Foi zero em quase tudo, e, é isso que me deixou ainda mais desanimada do que eu já estava. Eu cheguei na sexta-feira cheia de expectativas de que esse carnaval seria melhor do que o do ano passado, mas esqueci de que não estávamos no mesmo ano, não eram as mesmas pessoas, o mesmo Rio de Janeiro, os mesmos amores, e foi ai que deu tudo errado. Nota... Zero!
  Perdão aos que passaram o carnaval ao meu lado, o Carmelitas, o Multibloco e o Cru foram incríveis, e agradeço pelos momentos maravilhosos nesses blocos, assim como à vista maravilhosa! Mas eu queria mais, mais animação, agitação, diversão, alegria mesmo, queria mais calor, menos do Sol e mais de gente, queria paixão, e não rolou. Tudo bem, fica para o próximo carnaval, que eu só passo no Rio de Janeiro se eu tiver ao meu lado um namorado, afinal, todo mundo precisa de companhia, e eu de vela já não está dando mais, até o Sr. Castiçal já pediu para eu dar o fora.
  P.S.: Sei que não escrevo há dois séculos, mas me perdoem a falta do que dizer!
22 de dezembro de 2011

Um primeiro amor pra viagem, por favor!

. meia colorida - Amanda Machado

Literalmente acabei de assistir ao filme 'O Primeiro Amor' que tem como título original 'Flipped', e sabe quando você vê algo incrível que deve ter acontecido com milhares de pessoas, e que deve estar acontecendo neste momento e você queria ter na sua vida? É isso.

 Não é que eu queira ter treze anos novamente, ou ser rejeitada mais algumas vezes por garotos bobos, é que eu queria que depois de todas as rejeições - e como na maioria das comédias românticas - o rejeitador notasse algo incrível em mim, algo sem o qual ele não poderia viver. E assim, lutar para que os mal entendidos fossem desfeitos. Eu queria que fossem mal entendidos.
 A questão é que eu já tive o meu primeiro amor, e ele já passou por mim, teve lá sua repercussão, que foi longa e intensa, mas não teve nada de mágico para mais ninguém, só para mim - e nem foi tão mágico assim -, não sei se é tão fácil de entender, mas eu quero outro primeiro amor. Um que depois de algum tempo valesse a pena, eu respeito os sentimentos que em mim viveram e vivem, mas eu merecia algo maior.
 Eu merecia que o momento que nossas mãos se tocaram pela primeira vez fosse lembrado por nós dois, e que mesmo que o primeiro olhar não fosse perfeito para os dois, fosse algo inesquecível. Será que foi mesmo primeiro amor? Eu queria que mesmo que fosse ódio, raiva, nojo, qualquer coisa, houvesse reação de ambas as partes.


 Conheço pessoas que conseguem relatar pequenos momentos com todos os detalhes - e eu sou uma delas - mas existem alguns pequenos momentos que merecem nossa maior atenção. Não importa se discordamos, ou se metemos os pés pelas mãos, não importa se está doendo muito agora, e se um parece não se importar com os desejos do outro. Podemos soltar as mãos e sair por ai sozinhos, se mudar, viajar, esquecer, é uma opção, mas podemos entrelaçar os dedos e sonhar com os melhores momentos de todos.
 Amar alguém não é tarefa fácil, já que temos que nos doar, compartilhar nossas vidas, nossos desejos, nossas fraquezas e erros, mas se amamos alguém tanto a ponto de saber mesmo quando ela está sorrindo que algo está lhe doendo, é bom manter a fé.
 Realmente, como diz o filme, o primeiro amor a gente nunca esquece. Que venha o meu primeiro amor, que eu já passei por todas as simulações.


P.S.: Ele plantou uma árvore para re-re-reconquistá-la.
18 de dezembro de 2011

Renovando as esperanças

. meia colorida - Amanda Machado


Todo dezembro eu realizo “aquele ritual” de escrever um texto com uma mensagem de boas vindas a uma vida nova. Vamos ao ritual.

Esse ano, como alguns outros da minha vida, eu estou participando de uma novena de natal, eu realmente gosto de novenas, eu realmente gosto dos livrinhos, das orações, das conversas, dos gestos. Eu realmente gosto das pessoas que participam da novena junto a mim. E, é a partir daí que o ritual se torna claro. As pessoas. Algumas delas já fizeram novenas de natal outras vezes comigo, algumas delas já me conhecem há vários natais, e, esse é o encanto das novenas, unir.

Eu já estive muito mais feliz na minha Igreja, eu já estive muito mais satisfeita. Eu já vi mais união, e já tive mais amigos. Eu tinha mais planos, mais sonhos, mais amor. Agora talvez eu esteja vivendo uma grande mudança, ou, a minha Igreja esteja mudando, eu sonho mais com a segunda. É que tanta coisa mudou, estou sentindo falta de sonho nos olhos de algumas pessoas. Sonho no amor de Deus. Talvez só amor pelo sonho.

Eu já sonhei mais, mas a minha fé não diminuiu e eu continuo crendo que o Espírito do amor de Deus, pode fazer de todas essas mudanças coisas melhores, o Espírito que nos leva a falar, a orar, a adorar, a amar, o Espírito que derrama lágrimas pelos nossos olhos, o que não pede permissão, o que te leva ao chão para que você sinta e veja o que não quer ver.  O meu Deus vivo pode tornar toda e qualquer estrutura viva n’Ele.

E, é toda essa vivacidade que me torna crente apesar de toda dificuldade que me aparece. E eu desejo que meu próximo ano seja mais cheio de Deus, mais cheio de amigos, cheio de novidades, cheio de projetos novos, cheio de alegria, de união, de família, de voz, de música. Eu desejo que eu consiga levar o amor, que eu consiga viver o amor e senti-lo mais aqui dentro, onde a dor insiste em habitar algumas vezes.  O importante é não desacreditar, é confiar sempre que o que você deseja pode ser real se for vivido na verdade absoluta e que o que só quer fazer o bem é sempre ouvido. Todos nós podemos ser o que queremos!